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      CRIO-PRESERVAÇÃO
      Uma nova técnica para o tratamento de doenças
  PRESERVAÇÃO DAS CÉLULAS ESTAMINAIS
  Saiba o que está envolvido e para que servem
Criopreservação ou crioconservação é um processo onde células ou tecidos biológicos são preservados através do congelamento a temperaturas muito baixas, geralmente -196 °C (o ponto de ebulição do nitrogénio líquido).

CRIOPRESERVAÇÃO DE CÉLULAS ESTAMINAIS

A criopreservação de células estaminais é a técnica de isolar e manter as células estaminais a baixas temperaturas para que toda a sua composição permaneça inalterada e a sua viabilidade mantida por tempo indefinido. O processo de criopreservação requer que as amostras de sangue, que contém células estaminais, sejam sujeitas a um arrefecimento moderado e controlado para salvaguardar a viabilidade das células. Após a chegada à temperatura de 196º negativos as células estaminais poderão ser mantidas neste estado por tempo indefinido.

Porque é que as células estaminais são importantes?

A vida humana é um extraordinário milagre, daqueles que nos continua a maravilhar em cada bebé que nasce. A esse, inexplicável, junta-se outro, explicado pela ciência: o das células estaminais do sangue do cordão umbilical. Pelas suas características especiais as células estaminais podem ser hoje usadas para o tratamento de 81 doenças, das quais fazem parte a leucemia, anemia, linfomas, aplasias medulares, imunodeficiências e doenças metabólicas. Para além destas e de outras doenças, novas possibilidades são descobertas todos os dias, resultantes dos mais de 3.000 ensaios clínicos com células estaminais de diversas fontes, que estão a decorrer neste momento.

Porquê recolher as células estaminais no momento do parto?

Existe 1 hipótese em 200 de ser diagnosticada a uma pessoa ao longo da vida uma doença, cujo tratamento pode estar nas células estaminais do sangue do cordão umbilical. Desde a data do primeiro transplante com células de sangue do cordão umbilical em 1988, foram já realizados mais de 25.000 transplantes, e hoje, especialmente nos países mais desenvolvidos, os transplantes com células estaminais do sangue do cordão umbilical já ultrapassaram os de medula óssea. Adicionalmente, a utilização das células mesenquimais do tecido do cordão umbilical pode reduzir as complicações associadas aos transplantes, aumentando a probabilidade de sucesso dos mesmos. Mas para garantir estas possibilidades é importante não perder o momento único e irrepetível para a colheita destas células de esperança: o PARTO. O processo é indolor e sem risco para o bebé ou para a mãe e as células são guardadas em local seguro, estando disponíveis por 25 anos.

Ao criopreservar o sangue do cordão umbilical do seu bebé está, deste modo, a potenciar a possibilidade da sua eventual utilização clínica por um familiar próximo (irmãos, pais, avós, entre outros). Entre familiares, o criopreservado tem uma probabilidade de 25% de ser histocompatível e de ser utilizado no transplante de um irmão ou outro familiar.

TRANSPLANTE DE CÉLULAS ESTAMINAIS

O transplante de células estaminais pode ser realizado usando como doadores potenciais um irmão com perfil de histocompatibilidade HLA (Humam Leucocyte Antigen) idêntico, um voluntário, não relacionado familiarmente mas HLA idêntico, ou sangue do cordão umbilical proveniente de um banco público.

Na ausência de medula óssea compatível para transplante alogénico ou heterólogo (de um dador externo) de células estaminais hematopoiéticas, as células estaminais do sangue do cordão umbilical são um recurso clínico com valor para o tratamento de algumas doenças hemato-oncológicas (doenças do sangue, que podem ser de origem tumoral, como as leucemias).

Futuramente, a aplicabilidade das células estaminais do sangue do cordão poderá estender-se a outro tipo de doenças, como as doenças cardíacas, doenças neurodegenerativas, doenças ósseas, entre outras. Ou seja, a sua utilização na chamada Medicina Regenerativa.

MEDICINA REGENERATIVA

As células estaminais do sangue do cordão umbilical são tão poderosas que têm vindo também a ser aplicadas com sucesso tanto na regeneração de tecidos (Medicina Regenerativa), como no enfarte do miocárdio e nas fracturas ósseas. Futuramente, a aplicabilidade das células estaminais do sangue do cordão poderá estender-se a outro tipo de doenças, como as doenças neurodegenerativas e a diabetes.

No laboratório estas células estaminais são criopreservadas num saco especialmente concebido, em que um pequeno volume extra de sangue do cordão está isolado do principal para transplante. O sangue do cordão extra serve para, a pedido das Famílias e dos seus médicos, ser realizada a expansão in vitro das células estaminais.

Esta expansão tanto pode ser usada no transplante do SCU principal por haver necessidade de um maior número de células estaminais, como pode ser utilizada para outros fins sem se utilizar o SCU principal, que se mantém reservado para transplante. Neste último caso, a expansão do sangue do cordão extra seria para se poder utilizar a potencialidade das células estaminais do SCU na regeneração de tecidos, ou seja, em outras doenças do próprio ou de seus familiares.

Para saber mais contacte o seu médico ou farmacêutico.

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